segunda-feira, 14 de junho de 2010

A crueza da realidade…

E o que nós andamos aqui a fazer? Confrontamos o nosso ego com o ego dos outros.


Esta autoridade que reconhecemos às nossas ideias e à necessidade de as afirmarmos leva-nos a não analisar o impacto das nossas palavras. Não medidos nem temos em conta as diferentes formas de ver o mundo que os outros têm. A vontade de impormos o nosso ponto de vista de forma autoritária acaba por nos cegar. Não vemos que depois queremos ser “tratados”condignamente pelos outros. Qualquer palavra mais delicada tem um impacto tremendo que desencadeia em nós uma raiva e fúria avassaladora.

Voltamos ao mesmo pensamento uma e outra vez e processamos tudo o que nos disseram, empolgando a mensagem transmitida. Esta sequência de pensamentos leva à guerra. Devemos perdoar a quem nos têm ofendido… diz Deus. É este exercício o que mais nos custa fazer. Na prática è muito difícil. É sem dúvida o mais correcto, mas implica uma evolução interior. No entanto algumas palavras proferidas para nós em poucos segundos, mesmo de forma delicada, poder ter um impacto estrondoso e levarem dias a serem “digeridas”. Esta é a reflexão que “eu” devo fazer… não responder ainda de forma mais agressiva.

E o que nos ajuda a curar estas feridas?... o tempo. O tempo acalma e suaviza tudo.