O estado de felicidade aparente que nos invade inibiria a nossa vida, mas ao mesmo tempo é a droga que nos mantém vivo. Não morri… ninguém morre! Mas ficamos assim… depois de tudo acabar. É triste ter de destruir o que só nós construímos. Aquele escudo, aquela protecção foi uma teia que tecemos… talvez própria da idade. O tempo corre… e faz as coisas acontecerem. A chama que nos alimentou, extingue-se pois já não tem mais por onde arder!
Fui eu que a apaguei! O caminho já não tem por onde continuar. Agora tudo fica mais frio… mais real! O calor que nos aconchegava o coração desapareceu lentamente até que lentamente o gelo invadiu todo o corpo. Andamos e vivemos, porque viver é o contrário de morrer. Apenas por isso, quase como se fosse uma obrigação. Não há motivação, e espera-se que o dia de amanhã seja melhor. A guarda-se com alguma ânsia por ver o que vai acontecer. Acho que nada do que venha a surgir irá ser igual ao que foi construído… nada. O tempo é outro e a lucidez ofusca os sonhos – é este o preço de crescer! Infelizmente já talvez não seja capaz de conseguir construir algo como o que já fiz. Uma obra-prima acho que é única. Foi moldada à luz dos meus sonhos e da minha liberdade de pensamento. Tudo aquilo que eu não fui nem serei nesta vida.
Agora deambulo velas obrigações do dia-a-dia agarrando-me a projectos palpáveis para satisfazer a necessidade de construir algo, de deixar para já, este legado.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Fuga
Fugir é cobardia… é a fuga. Fugir não sei para onde nem para quem. Para quem nos quis bem incondicionalmente desde que nascemos. Para quem sempre nos perdoo tudo, por mais atroz acto que tenhamos cometidos. Por o que sempre falámos sem pensar nas consequências e que tantas vezes fez sofrer que sempre nos amou. Por todos os pecados que sempre nos perdoaram. Tudo o que nós pensávamos ter um grande valor mas que na realidade não imaginávamos nem de perto nem de longe a felicidade que é ter pessoas destas ao pé de nós. Pessoas que estavam dispostas, se necessário a dar a própria vida para salvar a nossa.
É para junto dessas pessoas que agora queremos fugir, resguardar-nos. Já é tarde… mas no subconsciente isso não é aceitável. Agora… agora continuamos a fugir, mas sem rumo. Tentamos alcançar algo que é impossível já alcançar. Fugimos sem rumo nem direcção. Qualquer lugar é bom para ir, desde que seja para longe dos fantasmas que ainda assolam a nossa alma, bem lá no fundo. Não temos directamente consciência disso, mas os nossos pecados são um peso invisível que temos de carregar. O tempo passa e não conseguimos encontrar o nosso rumo.
Cada vez que nos agridem conscientemente, ou não, voltam a instigar-nos para a fugir para longe dessas fontes. Procuramos protecção já não num lugar, porque não o encontramos, mas na própria solidão da fuga.
Fugimos sozinhos pelo tempo fora. Começa pelo acto de descobrir locais mais além do que até aqui tínhamos ido. Testamos a nossa autonomia e vamos mais além. A melhor maneira de testar essa autonomia é sozinhos. Vamos a novos locais descobrir novas coisas… sozinhos, memo que viajando pelos nossos pensamentos. Acaba por ser um desafio a superar, a ânsia de partir ao chegar – é a liberdade que ninguém nos pode tirar.
Não adianta tentar cativar os outros para nos acompanharem nem organizar nada. São sedentários, têm outros rumos, não partilham deste destino. Também não podemos ficar sempre à espera deles, partimos sozinhos pois não conseguimos parar.
É a paz que não conseguimos encontrar nesta fuga. Talvez só a vaiámos encontrar quando isto terminar… quando morrermos. A nossa fuga só vai acabar no céu!
É para junto dessas pessoas que agora queremos fugir, resguardar-nos. Já é tarde… mas no subconsciente isso não é aceitável. Agora… agora continuamos a fugir, mas sem rumo. Tentamos alcançar algo que é impossível já alcançar. Fugimos sem rumo nem direcção. Qualquer lugar é bom para ir, desde que seja para longe dos fantasmas que ainda assolam a nossa alma, bem lá no fundo. Não temos directamente consciência disso, mas os nossos pecados são um peso invisível que temos de carregar. O tempo passa e não conseguimos encontrar o nosso rumo.
Cada vez que nos agridem conscientemente, ou não, voltam a instigar-nos para a fugir para longe dessas fontes. Procuramos protecção já não num lugar, porque não o encontramos, mas na própria solidão da fuga.
Fugimos sozinhos pelo tempo fora. Começa pelo acto de descobrir locais mais além do que até aqui tínhamos ido. Testamos a nossa autonomia e vamos mais além. A melhor maneira de testar essa autonomia é sozinhos. Vamos a novos locais descobrir novas coisas… sozinhos, memo que viajando pelos nossos pensamentos. Acaba por ser um desafio a superar, a ânsia de partir ao chegar – é a liberdade que ninguém nos pode tirar.
Não adianta tentar cativar os outros para nos acompanharem nem organizar nada. São sedentários, têm outros rumos, não partilham deste destino. Também não podemos ficar sempre à espera deles, partimos sozinhos pois não conseguimos parar.
É a paz que não conseguimos encontrar nesta fuga. Talvez só a vaiámos encontrar quando isto terminar… quando morrermos. A nossa fuga só vai acabar no céu!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Fantasmas do tempo
Tudo à minha volta mexe... tudo se altera... as vidas alteram-se. Não posso deixar de ver as vidas de outros mais novos a evoluir rapidamente. Talvez não seja rapidamente, talvez seja a evolução normal das coisas. O que ontem eram crianças, hoje já são adultos com a personalidade definida e marcada. A liberdade do planeta reflete-se também na multiplicidade de feitios... Hoje têm filhos, viveram, e alguns até já são velhos. A vida fez-se para viver e não para contemplar...
E nós... o que eramos à 20 anos é o que somos hoje em dia. Viveu-se devagar e a evolução tem sido minima, não que~isso tenha sido mau. Contemplamos tudo ao nosso redor e assim compreende-se melhor o mundo. É como sea vida tivesse duas velocidades, e nós vivessemos na mais lenta. Não é que assim vamos viver mais, mas vive-se melhor, mais lentamente, com tempo para absorever tudo. E quanto mais se avbsoreve mais se compreende e entende o que nos rodeia. A adversidade à mudança advém daí mesmo. A vida vive-se lentamente, logo as mudanças deviam ser lentas para que se pudesse disfrutar da existência do que é bom. Mas não. As coisas também mudam na mesma proporção que a vida dos demais. Assim não temos o tempo suficiente para disfrutar. Com este ritmo de evolução custa a crer que existam ainda hoje em dias coisas que se mantêm à séculos.
Ver passar a vida... é também viver! E pensar que existem pessoas que também veêm os outros viverem. e pesar que já existiram pessoas assim. Esta missão não se esgota apenas na mera existência da vida de um ser humano. Afinal os seres humanos vivem tão depressa que nós precisamos de mais de que uma vida para evoluir...
E nós... o que eramos à 20 anos é o que somos hoje em dia. Viveu-se devagar e a evolução tem sido minima, não que~isso tenha sido mau. Contemplamos tudo ao nosso redor e assim compreende-se melhor o mundo. É como sea vida tivesse duas velocidades, e nós vivessemos na mais lenta. Não é que assim vamos viver mais, mas vive-se melhor, mais lentamente, com tempo para absorever tudo. E quanto mais se avbsoreve mais se compreende e entende o que nos rodeia. A adversidade à mudança advém daí mesmo. A vida vive-se lentamente, logo as mudanças deviam ser lentas para que se pudesse disfrutar da existência do que é bom. Mas não. As coisas também mudam na mesma proporção que a vida dos demais. Assim não temos o tempo suficiente para disfrutar. Com este ritmo de evolução custa a crer que existam ainda hoje em dias coisas que se mantêm à séculos.
Ver passar a vida... é também viver! E pensar que existem pessoas que também veêm os outros viverem. e pesar que já existiram pessoas assim. Esta missão não se esgota apenas na mera existência da vida de um ser humano. Afinal os seres humanos vivem tão depressa que nós precisamos de mais de que uma vida para evoluir...
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