Estou perdido nesta escuridão que é a vida! Às cegas ando aos encontrões com as situações. Cada vez mais me apercebo que a vida é solitária. Vamos todos morrer sozinhos. Todos aqueles que gostamos desaparecem… de uma forma ou de outra! E os que não desaparecem por si somos nós que nos obrigamos a a fazê-los desaparecer. Não adianta voltarmo-nos para encontrar substituições pois elas não existem. As relações, sejam elas quais forem, não se criam, nascem por si!
Aquilo que nos fazia felizes, afinal, não eram os locais, os bens, mas a aura das pessoas que nos rodeiam. Não adianta voltar para os mesmos locais. Fisicamente podem até estarem iguais, só a nossa vida é que já não é a mesma.
Acho que a desilusão aumenta com os anos. já nos apercebemos que infelizmente já nunca poderemos ser plenamente felizes. Já fomos e não o soubemos nem fazíamos ideia. O retrato de nós no futuro já está disponível hoje em dia: são os nossos avós. Eles carregam o sofrimento de uma vida e nós não vamos ser melhores! Toda a vida tem sido assim e assim continuará a ser. Caminhamos não sei para onde e a consciência da realidade envolvente condiciona-nos cada vez mais, como que nos dificultasse o andar e pesasse cada vez mais nos nossos ombros.
Paramos. Não somos senhores do nosso destino, É deixarmo-nos levar pelo destino... ele é nosso!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Pedra no sapato
E vamos vivendo, caminhando nem sabemos como. Estamos enternecidos com esta ilusão que a vida ocupada e rotineira nos revela, e nem paramos para observar o que nos rodeia. Estamos a viver... e nem damos por isso! Tentamos ser felizes, mas há coisas que não conseguimos controlar. Existem as pedras no sapato que não nos impedem de caminhar, mas dificultam-nos a nossa progressão. Claro que não estamos à espera de perfeição... não é isso. Temos de conviver com estas pedras e saber viver com elas. temos de conduzir as situações para que elas nos fassam o menos dano possivel, ou até mesmo que possam desaparecer. Quando pensamos que nos livrámos de uma... já temos outra que nem fazíamos ideia. Se ao menos controlassemos o tempo para podermos contorna-las... Temos já estas pedras, mas temos mais medo ainda das que vão surguir... e já sabemos que não podemos escapar delas!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Sentimentos de Luto
Aquilo pelo que tanto vivemos teve de se enterrar! Fomos nós que a tivemos que matar. Não imaginava que aquilo que construímos seria destruido também pelo mesmo. O que construímos estava a consumir-nos. Não paráva, e tinha de ser... parado. Mas como lidar com um morto-vivo?
Sim porque aqui dentro ela acába-se aos poucos... mas na realidade continua a existir fisicamente. Não! O que existe na realidade não é igual ao que estava cá dentro! Se calhar nunca foi... e ainda bem! O corpo era a tornava o sentimento tangível. Agora o corpo vagueia sem sentimento por esta realidade cada vez mais despida de fascínio, de fantasia... e de amor! Às vezes a tentação de ir atrás de algo que possa ver nesta realidade, ainda bate cá dentro, mas e depois? Vê-se e não se faz nada... já não se pode fazer nada... passou muito tempo... demasiado tempo! Volta-se então para dentro, para a existência e liberdade que nos faz avançar! Dois pilares cairam! Ela caíu porque a derrubei. Não vale já mais a pena imaginar como poderia ter sido o futuro, pois isso foi o que sempre se fez no passado. E nesse passado a que futuro chegámos? À desgraça deste presente!
Agora limpa-se a alma aos poucos... sem pressas. Chora-se a sua perda, mas que se havia de fazer mais. Sente-se o vazio e o espaço que ficou depois da magia, ilusão e vida terem desaparecido. Há pessoas que tentas o mais rápidamente possível substituir o que se perdeu para que os sentimentos não acabem. É só para preencher o espaço deixado... não sabem o que fazer com o vazio. Nem têm tempo para o luto! e essa rápida operação de substituição às vezes serve para se enganarem a elas mesmas.
Aqui não... não há pressa. Até porque agora temos os despojos para enterrar no espaço do coração que sempre lhe esteve reservado desde o ínicio, e que eu nem sabia. Ali jaz para a eternidade! Nada poderá substituir o que ela já representou. Nem sei se existirá mais espaço para que isso volte a acontecer. Agora chora a minha alma em cima da sua campa quando tem saudades dela, saudades minhas daqueles tempos! Tanto tempo que não deu em nada, apenas um vazio sem fim, escuro, onde paira o nevoeiro numa madrugada eterna. E nesse pântano de saudade há agora uma lápide velha e gasta pelo tempo que foi construída no início dos tempos! Esta campa já existia e foi construida inconscientemete para albergar os restos mortais daquilo que um dia viria a acontecer. Ela sempre esteve ali e eu nunca soube. Só agora vi que o coração afinal tinha ali uma campa na cripta da eternidade para guardar junto às outras vivências aquilo que eu destruí.
Sim porque aqui dentro ela acába-se aos poucos... mas na realidade continua a existir fisicamente. Não! O que existe na realidade não é igual ao que estava cá dentro! Se calhar nunca foi... e ainda bem! O corpo era a tornava o sentimento tangível. Agora o corpo vagueia sem sentimento por esta realidade cada vez mais despida de fascínio, de fantasia... e de amor! Às vezes a tentação de ir atrás de algo que possa ver nesta realidade, ainda bate cá dentro, mas e depois? Vê-se e não se faz nada... já não se pode fazer nada... passou muito tempo... demasiado tempo! Volta-se então para dentro, para a existência e liberdade que nos faz avançar! Dois pilares cairam! Ela caíu porque a derrubei. Não vale já mais a pena imaginar como poderia ter sido o futuro, pois isso foi o que sempre se fez no passado. E nesse passado a que futuro chegámos? À desgraça deste presente!
Agora limpa-se a alma aos poucos... sem pressas. Chora-se a sua perda, mas que se havia de fazer mais. Sente-se o vazio e o espaço que ficou depois da magia, ilusão e vida terem desaparecido. Há pessoas que tentas o mais rápidamente possível substituir o que se perdeu para que os sentimentos não acabem. É só para preencher o espaço deixado... não sabem o que fazer com o vazio. Nem têm tempo para o luto! e essa rápida operação de substituição às vezes serve para se enganarem a elas mesmas.
Aqui não... não há pressa. Até porque agora temos os despojos para enterrar no espaço do coração que sempre lhe esteve reservado desde o ínicio, e que eu nem sabia. Ali jaz para a eternidade! Nada poderá substituir o que ela já representou. Nem sei se existirá mais espaço para que isso volte a acontecer. Agora chora a minha alma em cima da sua campa quando tem saudades dela, saudades minhas daqueles tempos! Tanto tempo que não deu em nada, apenas um vazio sem fim, escuro, onde paira o nevoeiro numa madrugada eterna. E nesse pântano de saudade há agora uma lápide velha e gasta pelo tempo que foi construída no início dos tempos! Esta campa já existia e foi construida inconscientemete para albergar os restos mortais daquilo que um dia viria a acontecer. Ela sempre esteve ali e eu nunca soube. Só agora vi que o coração afinal tinha ali uma campa na cripta da eternidade para guardar junto às outras vivências aquilo que eu destruí.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
A crueza da realidade…
E o que nós andamos aqui a fazer? Confrontamos o nosso ego com o ego dos outros.
Esta autoridade que reconhecemos às nossas ideias e à necessidade de as afirmarmos leva-nos a não analisar o impacto das nossas palavras. Não medidos nem temos em conta as diferentes formas de ver o mundo que os outros têm. A vontade de impormos o nosso ponto de vista de forma autoritária acaba por nos cegar. Não vemos que depois queremos ser “tratados”condignamente pelos outros. Qualquer palavra mais delicada tem um impacto tremendo que desencadeia em nós uma raiva e fúria avassaladora.
Voltamos ao mesmo pensamento uma e outra vez e processamos tudo o que nos disseram, empolgando a mensagem transmitida. Esta sequência de pensamentos leva à guerra. Devemos perdoar a quem nos têm ofendido… diz Deus. É este exercício o que mais nos custa fazer. Na prática è muito difícil. É sem dúvida o mais correcto, mas implica uma evolução interior. No entanto algumas palavras proferidas para nós em poucos segundos, mesmo de forma delicada, poder ter um impacto estrondoso e levarem dias a serem “digeridas”. Esta é a reflexão que “eu” devo fazer… não responder ainda de forma mais agressiva.
E o que nos ajuda a curar estas feridas?... o tempo. O tempo acalma e suaviza tudo.
Esta autoridade que reconhecemos às nossas ideias e à necessidade de as afirmarmos leva-nos a não analisar o impacto das nossas palavras. Não medidos nem temos em conta as diferentes formas de ver o mundo que os outros têm. A vontade de impormos o nosso ponto de vista de forma autoritária acaba por nos cegar. Não vemos que depois queremos ser “tratados”condignamente pelos outros. Qualquer palavra mais delicada tem um impacto tremendo que desencadeia em nós uma raiva e fúria avassaladora.
Voltamos ao mesmo pensamento uma e outra vez e processamos tudo o que nos disseram, empolgando a mensagem transmitida. Esta sequência de pensamentos leva à guerra. Devemos perdoar a quem nos têm ofendido… diz Deus. É este exercício o que mais nos custa fazer. Na prática è muito difícil. É sem dúvida o mais correcto, mas implica uma evolução interior. No entanto algumas palavras proferidas para nós em poucos segundos, mesmo de forma delicada, poder ter um impacto estrondoso e levarem dias a serem “digeridas”. Esta é a reflexão que “eu” devo fazer… não responder ainda de forma mais agressiva.
E o que nos ajuda a curar estas feridas?... o tempo. O tempo acalma e suaviza tudo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Etapas... e o que ainda há-de vir a seguir?
O estado de felicidade aparente que nos invade inibiria a nossa vida, mas ao mesmo tempo é a droga que nos mantém vivo. Não morri… ninguém morre! Mas ficamos assim… depois de tudo acabar. É triste ter de destruir o que só nós construímos. Aquele escudo, aquela protecção foi uma teia que tecemos… talvez própria da idade. O tempo corre… e faz as coisas acontecerem. A chama que nos alimentou, extingue-se pois já não tem mais por onde arder!
Fui eu que a apaguei! O caminho já não tem por onde continuar. Agora tudo fica mais frio… mais real! O calor que nos aconchegava o coração desapareceu lentamente até que lentamente o gelo invadiu todo o corpo. Andamos e vivemos, porque viver é o contrário de morrer. Apenas por isso, quase como se fosse uma obrigação. Não há motivação, e espera-se que o dia de amanhã seja melhor. A guarda-se com alguma ânsia por ver o que vai acontecer. Acho que nada do que venha a surgir irá ser igual ao que foi construído… nada. O tempo é outro e a lucidez ofusca os sonhos – é este o preço de crescer! Infelizmente já talvez não seja capaz de conseguir construir algo como o que já fiz. Uma obra-prima acho que é única. Foi moldada à luz dos meus sonhos e da minha liberdade de pensamento. Tudo aquilo que eu não fui nem serei nesta vida.
Agora deambulo velas obrigações do dia-a-dia agarrando-me a projectos palpáveis para satisfazer a necessidade de construir algo, de deixar para já, este legado.
Fui eu que a apaguei! O caminho já não tem por onde continuar. Agora tudo fica mais frio… mais real! O calor que nos aconchegava o coração desapareceu lentamente até que lentamente o gelo invadiu todo o corpo. Andamos e vivemos, porque viver é o contrário de morrer. Apenas por isso, quase como se fosse uma obrigação. Não há motivação, e espera-se que o dia de amanhã seja melhor. A guarda-se com alguma ânsia por ver o que vai acontecer. Acho que nada do que venha a surgir irá ser igual ao que foi construído… nada. O tempo é outro e a lucidez ofusca os sonhos – é este o preço de crescer! Infelizmente já talvez não seja capaz de conseguir construir algo como o que já fiz. Uma obra-prima acho que é única. Foi moldada à luz dos meus sonhos e da minha liberdade de pensamento. Tudo aquilo que eu não fui nem serei nesta vida.
Agora deambulo velas obrigações do dia-a-dia agarrando-me a projectos palpáveis para satisfazer a necessidade de construir algo, de deixar para já, este legado.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Fuga
Fugir é cobardia… é a fuga. Fugir não sei para onde nem para quem. Para quem nos quis bem incondicionalmente desde que nascemos. Para quem sempre nos perdoo tudo, por mais atroz acto que tenhamos cometidos. Por o que sempre falámos sem pensar nas consequências e que tantas vezes fez sofrer que sempre nos amou. Por todos os pecados que sempre nos perdoaram. Tudo o que nós pensávamos ter um grande valor mas que na realidade não imaginávamos nem de perto nem de longe a felicidade que é ter pessoas destas ao pé de nós. Pessoas que estavam dispostas, se necessário a dar a própria vida para salvar a nossa.
É para junto dessas pessoas que agora queremos fugir, resguardar-nos. Já é tarde… mas no subconsciente isso não é aceitável. Agora… agora continuamos a fugir, mas sem rumo. Tentamos alcançar algo que é impossível já alcançar. Fugimos sem rumo nem direcção. Qualquer lugar é bom para ir, desde que seja para longe dos fantasmas que ainda assolam a nossa alma, bem lá no fundo. Não temos directamente consciência disso, mas os nossos pecados são um peso invisível que temos de carregar. O tempo passa e não conseguimos encontrar o nosso rumo.
Cada vez que nos agridem conscientemente, ou não, voltam a instigar-nos para a fugir para longe dessas fontes. Procuramos protecção já não num lugar, porque não o encontramos, mas na própria solidão da fuga.
Fugimos sozinhos pelo tempo fora. Começa pelo acto de descobrir locais mais além do que até aqui tínhamos ido. Testamos a nossa autonomia e vamos mais além. A melhor maneira de testar essa autonomia é sozinhos. Vamos a novos locais descobrir novas coisas… sozinhos, memo que viajando pelos nossos pensamentos. Acaba por ser um desafio a superar, a ânsia de partir ao chegar – é a liberdade que ninguém nos pode tirar.
Não adianta tentar cativar os outros para nos acompanharem nem organizar nada. São sedentários, têm outros rumos, não partilham deste destino. Também não podemos ficar sempre à espera deles, partimos sozinhos pois não conseguimos parar.
É a paz que não conseguimos encontrar nesta fuga. Talvez só a vaiámos encontrar quando isto terminar… quando morrermos. A nossa fuga só vai acabar no céu!
É para junto dessas pessoas que agora queremos fugir, resguardar-nos. Já é tarde… mas no subconsciente isso não é aceitável. Agora… agora continuamos a fugir, mas sem rumo. Tentamos alcançar algo que é impossível já alcançar. Fugimos sem rumo nem direcção. Qualquer lugar é bom para ir, desde que seja para longe dos fantasmas que ainda assolam a nossa alma, bem lá no fundo. Não temos directamente consciência disso, mas os nossos pecados são um peso invisível que temos de carregar. O tempo passa e não conseguimos encontrar o nosso rumo.
Cada vez que nos agridem conscientemente, ou não, voltam a instigar-nos para a fugir para longe dessas fontes. Procuramos protecção já não num lugar, porque não o encontramos, mas na própria solidão da fuga.
Fugimos sozinhos pelo tempo fora. Começa pelo acto de descobrir locais mais além do que até aqui tínhamos ido. Testamos a nossa autonomia e vamos mais além. A melhor maneira de testar essa autonomia é sozinhos. Vamos a novos locais descobrir novas coisas… sozinhos, memo que viajando pelos nossos pensamentos. Acaba por ser um desafio a superar, a ânsia de partir ao chegar – é a liberdade que ninguém nos pode tirar.
Não adianta tentar cativar os outros para nos acompanharem nem organizar nada. São sedentários, têm outros rumos, não partilham deste destino. Também não podemos ficar sempre à espera deles, partimos sozinhos pois não conseguimos parar.
É a paz que não conseguimos encontrar nesta fuga. Talvez só a vaiámos encontrar quando isto terminar… quando morrermos. A nossa fuga só vai acabar no céu!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Fantasmas do tempo
Tudo à minha volta mexe... tudo se altera... as vidas alteram-se. Não posso deixar de ver as vidas de outros mais novos a evoluir rapidamente. Talvez não seja rapidamente, talvez seja a evolução normal das coisas. O que ontem eram crianças, hoje já são adultos com a personalidade definida e marcada. A liberdade do planeta reflete-se também na multiplicidade de feitios... Hoje têm filhos, viveram, e alguns até já são velhos. A vida fez-se para viver e não para contemplar...
E nós... o que eramos à 20 anos é o que somos hoje em dia. Viveu-se devagar e a evolução tem sido minima, não que~isso tenha sido mau. Contemplamos tudo ao nosso redor e assim compreende-se melhor o mundo. É como sea vida tivesse duas velocidades, e nós vivessemos na mais lenta. Não é que assim vamos viver mais, mas vive-se melhor, mais lentamente, com tempo para absorever tudo. E quanto mais se avbsoreve mais se compreende e entende o que nos rodeia. A adversidade à mudança advém daí mesmo. A vida vive-se lentamente, logo as mudanças deviam ser lentas para que se pudesse disfrutar da existência do que é bom. Mas não. As coisas também mudam na mesma proporção que a vida dos demais. Assim não temos o tempo suficiente para disfrutar. Com este ritmo de evolução custa a crer que existam ainda hoje em dias coisas que se mantêm à séculos.
Ver passar a vida... é também viver! E pensar que existem pessoas que também veêm os outros viverem. e pesar que já existiram pessoas assim. Esta missão não se esgota apenas na mera existência da vida de um ser humano. Afinal os seres humanos vivem tão depressa que nós precisamos de mais de que uma vida para evoluir...
E nós... o que eramos à 20 anos é o que somos hoje em dia. Viveu-se devagar e a evolução tem sido minima, não que~isso tenha sido mau. Contemplamos tudo ao nosso redor e assim compreende-se melhor o mundo. É como sea vida tivesse duas velocidades, e nós vivessemos na mais lenta. Não é que assim vamos viver mais, mas vive-se melhor, mais lentamente, com tempo para absorever tudo. E quanto mais se avbsoreve mais se compreende e entende o que nos rodeia. A adversidade à mudança advém daí mesmo. A vida vive-se lentamente, logo as mudanças deviam ser lentas para que se pudesse disfrutar da existência do que é bom. Mas não. As coisas também mudam na mesma proporção que a vida dos demais. Assim não temos o tempo suficiente para disfrutar. Com este ritmo de evolução custa a crer que existam ainda hoje em dias coisas que se mantêm à séculos.
Ver passar a vida... é também viver! E pensar que existem pessoas que também veêm os outros viverem. e pesar que já existiram pessoas assim. Esta missão não se esgota apenas na mera existência da vida de um ser humano. Afinal os seres humanos vivem tão depressa que nós precisamos de mais de que uma vida para evoluir...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Viagem interminável
Mais um dia… um dia desta viajem que eu não sei para onde nos leva. Parece que cada dia é igual, mas essa sensação é e mesma desde sempre, e tudo vai mudando lentamente sem que nos apercebamos de nada. Agora já nem me lembro do início da história.
Tudo começou por: “Era uma vez um menino pequenino de caracóis dourados…”.E o menino foi crescendo, crescendo, mas sempre será um menino.
O medo do desconhecido é constante, pois a incerteza é inimiga da imobilidade e das rotinas que se criam. Mas não há volta a dar, a mudança e a evolução é constante, é o motor da vida… é o reflexo da passagem do tempo. Não o podemos parar, mas podemos guardar um pouco do presente para recordar no futuro.
Mas ao mesmo tempo ambiciono a mudança, como qualquer ser humano que tem esperança no futuro. Nem tudo poderá ser mau e ambição por um amanhã melhor é também o que nos faz caminhar hoje. Talvez amanhã sejamos felizes… ou não! – Como dizia uma amiga minha…
Quero pensar que sim! É esta esperança que move o ser humano. Mas há medida que avançamos, vamos não sei para onde. E tudo é efémero…
Tudo começou por: “Era uma vez um menino pequenino de caracóis dourados…”.E o menino foi crescendo, crescendo, mas sempre será um menino.
O medo do desconhecido é constante, pois a incerteza é inimiga da imobilidade e das rotinas que se criam. Mas não há volta a dar, a mudança e a evolução é constante, é o motor da vida… é o reflexo da passagem do tempo. Não o podemos parar, mas podemos guardar um pouco do presente para recordar no futuro.
Mas ao mesmo tempo ambiciono a mudança, como qualquer ser humano que tem esperança no futuro. Nem tudo poderá ser mau e ambição por um amanhã melhor é também o que nos faz caminhar hoje. Talvez amanhã sejamos felizes… ou não! – Como dizia uma amiga minha…
Quero pensar que sim! É esta esperança que move o ser humano. Mas há medida que avançamos, vamos não sei para onde. E tudo é efémero…
sexta-feira, 23 de abril de 2010
A borracha do tempo
O mundo é uma amálgama de escrementos humanos do refugo da fábrica de Deus!
Dia a dia vamos acomulado chatices e situações menos agradáveis! O saco vai enchendo, e será que algum dia o temos que esvaziar? não sei... se calhar não vale a pena. O saldo das relações humanas às vezes é negativo, pois os que nos hateiam são consideravelmente mais do que aqueles que nos fazem sentir bem!
Lembras-te de quem te arreliou no dia 4 de Setembro de 1989? Não... claro que não! Passou tanto tempo... tanta coisa! só te lembras que nessa época eras feliz... e não sabias!
O tempo apagou aparentemente na nossa consciência mais superficial as pequenas chatices do dia-a-dia. Não nos lembramos dos promenores... e ainda bem! A borracha do tempo vai passando sobre a nossa memória e apenas conseguimos ter uma visão geral do que aconteceu há muitos anos atrás.
Como seria bom recordar tudo! Eu não me importava de de me voltar a lembrar dos promenores das desgraças, desde que me lembrace detodos os momentos mágicos que vivi! a maior parte não foram grandes acontecimento, foram apenas momentos simples e ternos que eu já não vou voltar a viver!
Assim sendo... o tempo cria-nos um vazio na alma e nós afinal somos só o que nos lembramos. Tanto que ficou para trás que já nem nos lembramos: situações, pessoas, lugares, cheiros, tudo!
É assim fundamental preservar a nossa memória para transmitir a todos, mesmo os que ainda estão para vir, aquilo pelo que passámos. O que não for preservado vai perder-se irremediavelmente!
Mas há momentos só nossos que ficarão preservados apenas na nossa consciência, na nossa alma!
Vamos lutar para não nos esquecermos!
Dia a dia vamos acomulado chatices e situações menos agradáveis! O saco vai enchendo, e será que algum dia o temos que esvaziar? não sei... se calhar não vale a pena. O saldo das relações humanas às vezes é negativo, pois os que nos hateiam são consideravelmente mais do que aqueles que nos fazem sentir bem!
Lembras-te de quem te arreliou no dia 4 de Setembro de 1989? Não... claro que não! Passou tanto tempo... tanta coisa! só te lembras que nessa época eras feliz... e não sabias!
O tempo apagou aparentemente na nossa consciência mais superficial as pequenas chatices do dia-a-dia. Não nos lembramos dos promenores... e ainda bem! A borracha do tempo vai passando sobre a nossa memória e apenas conseguimos ter uma visão geral do que aconteceu há muitos anos atrás.
Como seria bom recordar tudo! Eu não me importava de de me voltar a lembrar dos promenores das desgraças, desde que me lembrace detodos os momentos mágicos que vivi! a maior parte não foram grandes acontecimento, foram apenas momentos simples e ternos que eu já não vou voltar a viver!
Assim sendo... o tempo cria-nos um vazio na alma e nós afinal somos só o que nos lembramos. Tanto que ficou para trás que já nem nos lembramos: situações, pessoas, lugares, cheiros, tudo!
É assim fundamental preservar a nossa memória para transmitir a todos, mesmo os que ainda estão para vir, aquilo pelo que passámos. O que não for preservado vai perder-se irremediavelmente!
Mas há momentos só nossos que ficarão preservados apenas na nossa consciência, na nossa alma!
Vamos lutar para não nos esquecermos!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Fantasmas
Por mais que se tente esquecer o passado, mesmo o que nós construímos… é impossível… ele faz parte de nós. Não cedemos aos impulsos de ir atrás, mesmo sabendo onde se encontram. Mesmo sendo muito difícil, resistimos para vencer as nossas fraquezas. tentamos e conseguimos. No entanto há algo que não conseguimos vencer, o nosso inconsciente… Ele tenta dominar-nos enquanto estamos acordados mas somos completamente derrotados quando estamos a dormir.
E lá surgem aquelas imagens do passado, daquele passado irreal construído com base numa realidade que nem nós nem ninguém entendeu. Alguns tentam entende-la… chamam-se psiquiatras. Bom, voltando ao assunto… como é que construí esta realidade. As imagens construo-as a partir de projecções imaginárias e de situações que gostaria de ter vivido… mas não vivi. Os sonhos voltam àquilo que nós queríamos esquecer. Tento pensar nas imensas possibilidades da felicidade futura, mas a mente arrasta-me para o passado que me persegue!
Como é que eu me liberto da felicidade que não vivi para ir à procura da felicidade futura? Não sei… E no meio de tudo isto onde fica o presente? O presente deambula neste dilema… e o tempo passa e não se vive. à medida que vamos ficando mais conscientes de tudo vamos tendo o conhecimento que isto é apenas uma passagem para algo… esperemos que seja algo melhor. À medida que crescemos interiormente, o nosso corpo vai degradando-se, e aquela virtuosidade do 20 anos já lá foi.
Assim se vive: entre um passado feliz que nunca existiu e um futuro onde se alcança a felicidade que não irá existir. É preciso reagir! Tem de ser possível fazer qualquer coisa! No entanto não somos nós que escrevemos o nosso destino. Prefiro manter as coisas assim do que fazer alguma coisa que invalidade essa possibilidade de felicidade futura. Pelo menos essa eu não queria comprometer, pois quando se chegar ao futuro logo se vê! Só estamos cá de passagem… penso eu, e se me perguntarem para onde amos passar… eu não sei!
Esta vida é efémera, no entanto por detrás de tudo isto existe uma outra dimensão onde nós já vivemos…
E lá surgem aquelas imagens do passado, daquele passado irreal construído com base numa realidade que nem nós nem ninguém entendeu. Alguns tentam entende-la… chamam-se psiquiatras. Bom, voltando ao assunto… como é que construí esta realidade. As imagens construo-as a partir de projecções imaginárias e de situações que gostaria de ter vivido… mas não vivi. Os sonhos voltam àquilo que nós queríamos esquecer. Tento pensar nas imensas possibilidades da felicidade futura, mas a mente arrasta-me para o passado que me persegue!
Como é que eu me liberto da felicidade que não vivi para ir à procura da felicidade futura? Não sei… E no meio de tudo isto onde fica o presente? O presente deambula neste dilema… e o tempo passa e não se vive. à medida que vamos ficando mais conscientes de tudo vamos tendo o conhecimento que isto é apenas uma passagem para algo… esperemos que seja algo melhor. À medida que crescemos interiormente, o nosso corpo vai degradando-se, e aquela virtuosidade do 20 anos já lá foi.
Assim se vive: entre um passado feliz que nunca existiu e um futuro onde se alcança a felicidade que não irá existir. É preciso reagir! Tem de ser possível fazer qualquer coisa! No entanto não somos nós que escrevemos o nosso destino. Prefiro manter as coisas assim do que fazer alguma coisa que invalidade essa possibilidade de felicidade futura. Pelo menos essa eu não queria comprometer, pois quando se chegar ao futuro logo se vê! Só estamos cá de passagem… penso eu, e se me perguntarem para onde amos passar… eu não sei!
Esta vida é efémera, no entanto por detrás de tudo isto existe uma outra dimensão onde nós já vivemos…
Fantasmas
Por mais que se tente esquecer o passado, mesmo o que nós construímos… é impossível… ele faz parte de nós. Não cedemos aos impulsos de ir atrás, mesmo sabendo onde se encontram. Mesmo sendo muito difícil, resistimos para vencer as nossas fraquezas. tentamos e conseguimos. No entanto há algo que não conseguimos vencer, o nosso inconsciente… Ele tenta dominar-nos enquanto estamos acordados mas somos completamente derrotados quando estamos a dormir.
E lá surgem aquelas imagens do passado, daquele passado irreal construído com base numa realidade que nem nós nem ninguém entendeu. Alguns tentam entende-la… chamam-se psiquiatras. Bom, voltando ao assunto… como é que construí esta realidade. As imagens construo-as a partir de projecções imaginárias e de situações que gostaria de ter vivido… mas não vivi. Os sonhos voltam àquilo que nós queríamos esquecer. Tento pensar nas imensas possibilidades da felicidade futura, mas a mente arrasta-me para o passado que me persegue!
Como é que eu me liberto da felicidade que não vivi para ir à procura da felicidade futura? Não sei… E no meio de tudo isto onde fica o presente? O presente deambula neste dilema… e o tempo passa e não se vive. à medida que vamos ficando mais conscientes de tudo vamos tendo o conhecimento que isto é apenas uma passagem para algo… esperemos que seja algo melhor. À medida que crescemos interiormente, o nosso corpo vai degradando-se, e aquela virtuosidade do 20 anos já lá foi.
Assim se vive: entre um passado feliz que nunca existiu e um futuro onde se alcança a felicidade que não irá existir. É preciso reagir! Tem de ser possível fazer qualquer coisa! No entanto não somos nós que escrevemos o nosso destino. Prefiro manter as coisas assim do que fazer alguma coisa que invalidade essa possibilidade de felicidade futura. Pelo menos essa eu não queria comprometer, pois quando se chegar ao futuro logo se vê! Só estamos cá de passagem… penso eu, e se me perguntarem para onde amos passar… eu não sei!
Esta vida é efémera, no entanto por detrás de tudo isto existe uma outra dimensão onde nós já vivemos…
E lá surgem aquelas imagens do passado, daquele passado irreal construído com base numa realidade que nem nós nem ninguém entendeu. Alguns tentam entende-la… chamam-se psiquiatras. Bom, voltando ao assunto… como é que construí esta realidade. As imagens construo-as a partir de projecções imaginárias e de situações que gostaria de ter vivido… mas não vivi. Os sonhos voltam àquilo que nós queríamos esquecer. Tento pensar nas imensas possibilidades da felicidade futura, mas a mente arrasta-me para o passado que me persegue!
Como é que eu me liberto da felicidade que não vivi para ir à procura da felicidade futura? Não sei… E no meio de tudo isto onde fica o presente? O presente deambula neste dilema… e o tempo passa e não se vive. à medida que vamos ficando mais conscientes de tudo vamos tendo o conhecimento que isto é apenas uma passagem para algo… esperemos que seja algo melhor. À medida que crescemos interiormente, o nosso corpo vai degradando-se, e aquela virtuosidade do 20 anos já lá foi.
Assim se vive: entre um passado feliz que nunca existiu e um futuro onde se alcança a felicidade que não irá existir. É preciso reagir! Tem de ser possível fazer qualquer coisa! No entanto não somos nós que escrevemos o nosso destino. Prefiro manter as coisas assim do que fazer alguma coisa que invalidade essa possibilidade de felicidade futura. Pelo menos essa eu não queria comprometer, pois quando se chegar ao futuro logo se vê! Só estamos cá de passagem… penso eu, e se me perguntarem para onde amos passar… eu não sei!
Esta vida é efémera, no entanto por detrás de tudo isto existe uma outra dimensão onde nós já vivemos…
sexta-feira, 5 de março de 2010
Ainda aquele passado que nunca passará...
O que levei tanto tanto tempo a construir... tive de ser eu próprio a destruir! Não sei... talvez se voltasse a trás, faria tudo de novo. Peguei na imagem e em poucos rasgos de personalidade de uma pessoa e começei a construir... uma parte de mim. Moldei-a à medida dos meus sonhos e e de acordo com as minhas ideias. dei-lhe uma personalidade forte, audaz, romântica, em tudo aquilo que sempre me fez falta. E esse lado passou a ser o meu alimento espiritual quando tudo o resto falhava. Mas como é que eu pude alimentar esta sagaP Pela imagem... ha a imagem... mais do que as mil palavras, ajudou-me a construir a minha realidade. Esta realidade era ampliada com os pensamentos e os sonhos e eu passei também a fazer parte dela. A imagem ao longo dos anos alimentou isto tudo. E quando eu a perdi... oh meu Deus!... Custou-me tanto, mas ultrapassei isso por que eu já a tinha, e era só minha. O segredo perpectuou esta realidade onde eu passei a viver. Era o meu outro lado onde eu fazia tudo o que nunca faria nesta realidade...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Será possível a reconstrução?
Não sei se alguma vez vou conseguir reconstruir o pilar que eu próprio deitei a baixo na minha vida. Perdoem-me voltar ao mesmo… é quase um desabafo. Uma coisa é uma fatalidade que é impossível evitar, outra coisa é sermos obrigados a tomar atitudes drásticas para tentar resolver um problema.
Pelo menos tive tempo para reflectir, mesmo muito tempo. Esta reflexão iniciou-se à medida que eu ia crescendo e tomando consciência da vida e do que me rodeava. A ideia que era preciso fazer algo começou a desenvolver-se à cerca de 14 anos.
Inconscientemente eu sabia que tinha de fazer alguma coisa mas na realidade não queria aceitar a situação… era uma luta que eu não podia ganhar. No entanto a esperança faz-nos arrastar as situações à espera que um “milagre”.
O milagre nunca aconteceu. Como me disse uma pessoa à uns anos: “…era necessário um milagre, mas todos nós sabemos que os milagres não existem!”. A luta da nossa consciência é mais forte que a nossa razão. Eu tinha de ver por mim próprio que o caminho tinha acabado, embora eu continuasse a andar. Nestas alturas eu já andava sem caminho, já andava perdido. No fundo eu nunca andei o caminho da realidade, acabei por construir o meu e agora tive de destruí-lo. Parei e fiquei no meio do nada. É melhor assim, por mais que me custe aceitar a realidade.
Faz este ano 24 anos que a saga começou… tanto tempo… tantas oportunidades. Recrimino-me por nenhuma ter feito nada, quando tinha idade para fazer loucuras… mas é assim!
Este é um tema ainda a ser desenvolvido…
Pelo menos tive tempo para reflectir, mesmo muito tempo. Esta reflexão iniciou-se à medida que eu ia crescendo e tomando consciência da vida e do que me rodeava. A ideia que era preciso fazer algo começou a desenvolver-se à cerca de 14 anos.
Inconscientemente eu sabia que tinha de fazer alguma coisa mas na realidade não queria aceitar a situação… era uma luta que eu não podia ganhar. No entanto a esperança faz-nos arrastar as situações à espera que um “milagre”.
O milagre nunca aconteceu. Como me disse uma pessoa à uns anos: “…era necessário um milagre, mas todos nós sabemos que os milagres não existem!”. A luta da nossa consciência é mais forte que a nossa razão. Eu tinha de ver por mim próprio que o caminho tinha acabado, embora eu continuasse a andar. Nestas alturas eu já andava sem caminho, já andava perdido. No fundo eu nunca andei o caminho da realidade, acabei por construir o meu e agora tive de destruí-lo. Parei e fiquei no meio do nada. É melhor assim, por mais que me custe aceitar a realidade.
Faz este ano 24 anos que a saga começou… tanto tempo… tantas oportunidades. Recrimino-me por nenhuma ter feito nada, quando tinha idade para fazer loucuras… mas é assim!
Este é um tema ainda a ser desenvolvido…
Será possível a reconstrução?
Não sei se alguma vez vou conseguir reconstruir o pilar que eu próprio deitei a baixo na minha vida. Perdoem-me voltar ao mesmo… é quase um desabafo. Uma coisa é uma fatalidade que é impossível evitar, outra coisa é sermos obrigados a tomar atitudes drásticas para tentar resolver um problema.
Pelo menos tive tempo para reflectir, mesmo muito tempo. Esta reflexão iniciou-se à medida que eu ia crescendo e tomando consciência da vida e do que me rodeava. A ideia que era preciso fazer algo começou a desenvolver-se à cerca de 14 anos.
Inconscientemente eu sabia que tinha de fazer alguma coisa mas na realidade não queria aceitar a situação… era uma luta que eu não podia ganhar. No entanto a esperança faz-nos arrastar as situações à espera que um “milagre”.
O milagre nunca aconteceu. Como me disse uma pessoa à uns anos: “…era necessário um milagre, mas todos nós sabemos que os milagres não existem!”. A luta da nossa consciência é mais forte que a nossa razão. Eu tinha de ver por mim próprio que o caminho tinha acabado, embora eu continuasse a andar. Nestas alturas eu já andava sem caminho, já andava perdido. No fundo eu nunca andei o caminho da realidade, acabei por construir o meu e agora tive de destruí-lo. Parei e fiquei no meio do nada. É melhor assim, por mais que me custe aceitar a realidade.
Faz este ano 24 anos que a saga começou… tanto tempo… tantas oportunidades. Recrimino-me por nenhuma ter feito nada, quando tinha idade para fazer loucuras… mas é assim!
Este é um tema ainda a ser desenvolvido…
Não sei se alguma vez vou conseguir reconstruir o pilar que eu próprio deitei a baixo na minha vida. Perdoem-me voltar ao mesmo… é quase um desabafo. Uma coisa é uma fatalidade que é impossível evitar, outra coisa é sermos obrigados a tomar atitudes drásticas para tentar resolver um problema.
Pelo menos tive tempo para reflectir, mesmo muito tempo. Esta reflexão iniciou-se à medida que eu ia crescendo e tomando consciência da vida e do que me rodeava. A ideia que era preciso fazer algo começou a desenvolver-se à cerca de 14 anos.
Inconscientemente eu sabia que tinha de fazer alguma coisa mas na realidade não queria aceitar a situação… era uma luta que eu não podia ganhar. No entanto a esperança faz-nos arrastar as situações à espera que um “milagre”.
O milagre nunca aconteceu. Como me disse uma pessoa à uns anos: “…era necessário um milagre, mas todos nós sabemos que os milagres não existem!”. A luta da nossa consciência é mais forte que a nossa razão. Eu tinha de ver por mim próprio que o caminho tinha acabado, embora eu continuasse a andar. Nestas alturas eu já andava sem caminho, já andava perdido. No fundo eu nunca andei o caminho da realidade, acabei por construir o meu e agora tive de destruí-lo. Parei e fiquei no meio do nada. É melhor assim, por mais que me custe aceitar a realidade.
Faz este ano 24 anos que a saga começou… tanto tempo… tantas oportunidades. Recrimino-me por nenhuma ter feito nada, quando tinha idade para fazer loucuras… mas é assim!
Este é um tema ainda a ser desenvolvido…
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O porquê de "Psicologia do Tempo"
Psicologia do Tempo… o que é isto? Mas que raio de titulo é este para um blog?
Não sei bem. E porque haveria eu de saber… eu não tenho de saber tudo!
Comecemos então pelo fim, que é neste país por onde se começam as coisas.
“Tempo” significa a dimensão aonde nos encontramos e onde nem sequer temos a noção da sua localização. Não se pode definir com exactidão e a maioria nem se apercebe que tudo muda à sua passagem.
“Psicologia” foi apenas a palavra que alguém de psicologia devia encontrar quando pesquisasse no Google, talvez não tenha nada a haver, é apenas uma treta para dar um ar mais intelectual a estes desvaneios. Talvez o mais indicado fosse Filosofia, um tipo de coisa assim bem empírica sem qualquer fundamentação científica!
E para que serve isto afinal?
É melhor dar um exemplo, fazendo o boneco percebe-se melhor.
Já ouviram muita gente de certa idade (idade=tempo) dizer: “…ai se eu voltasse agora a ter 20 anos”. Isto revela agora saudades do tempo que passou contrapondo com a consciência da vida de hoje em dia. de certeza que quando tinha 20 anos não estava desejando ter 20 anos. Simplesmente não tinha consciência do valor desses 20 anos. Não tinha consciência porque era nova e só com o passar do tempo é que adquirimos e compreendemos a realidade à nossa volta.
Pois bem, se que disse isso tiver agora 60 anos, provavelmente aos 80 vais desejar ter outra vez 60. Assim, o ideal é contrapor consciência com idade. Imaginem as possibilidades de sermos jovens e termos a consciência de um velho… de certeza que íamos desbundar mais a vida.
Então do que estamos à espera… se depois de velhos não podemos recuar no tempo, então enquanto somos novos vamos tentar obter a vivência e experiência dos velhos! não é fácil! Enquanto tentamos tal exercício podemos “aprisionar o tempo”. É uma boa ideia, não é? E como se faz isto? Retrata-se o tempo, aprisiona-se em fotografias, filmes, etc. e se possível incluímo-nos nós também para posteriormente alguém confirmar que nós estivemos lá…
Pode parecer uma loucura, uma filosofia porca, mas o facto é que nós não desfrutamos do “nosso tempo”…
Não sei bem. E porque haveria eu de saber… eu não tenho de saber tudo!
Comecemos então pelo fim, que é neste país por onde se começam as coisas.
“Tempo” significa a dimensão aonde nos encontramos e onde nem sequer temos a noção da sua localização. Não se pode definir com exactidão e a maioria nem se apercebe que tudo muda à sua passagem.
“Psicologia” foi apenas a palavra que alguém de psicologia devia encontrar quando pesquisasse no Google, talvez não tenha nada a haver, é apenas uma treta para dar um ar mais intelectual a estes desvaneios. Talvez o mais indicado fosse Filosofia, um tipo de coisa assim bem empírica sem qualquer fundamentação científica!
E para que serve isto afinal?
É melhor dar um exemplo, fazendo o boneco percebe-se melhor.
Já ouviram muita gente de certa idade (idade=tempo) dizer: “…ai se eu voltasse agora a ter 20 anos”. Isto revela agora saudades do tempo que passou contrapondo com a consciência da vida de hoje em dia. de certeza que quando tinha 20 anos não estava desejando ter 20 anos. Simplesmente não tinha consciência do valor desses 20 anos. Não tinha consciência porque era nova e só com o passar do tempo é que adquirimos e compreendemos a realidade à nossa volta.
Pois bem, se que disse isso tiver agora 60 anos, provavelmente aos 80 vais desejar ter outra vez 60. Assim, o ideal é contrapor consciência com idade. Imaginem as possibilidades de sermos jovens e termos a consciência de um velho… de certeza que íamos desbundar mais a vida.
Então do que estamos à espera… se depois de velhos não podemos recuar no tempo, então enquanto somos novos vamos tentar obter a vivência e experiência dos velhos! não é fácil! Enquanto tentamos tal exercício podemos “aprisionar o tempo”. É uma boa ideia, não é? E como se faz isto? Retrata-se o tempo, aprisiona-se em fotografias, filmes, etc. e se possível incluímo-nos nós também para posteriormente alguém confirmar que nós estivemos lá…
Pode parecer uma loucura, uma filosofia porca, mas o facto é que nós não desfrutamos do “nosso tempo”…
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Depois da queda do Império...
Afinal por detrás da nossa existência existe um Império oculto onde assentam os pilares da nossa vivência. Nem nos damos conta que ele existe pois ele nunca é posto em causa, por mais acontecimentos que venham suceder.
Mas há um dia em que vemos que toda aquela base que sempre apoiou a nossa vida afinal ameça ruir e nós ficamos ficamos suspensos no espaço vazio sem base de sustentação. Nesta altura, o que está a aconteçer é a queda normalmente de um pilar... talvez o mais forte! Sentimo-nos frágeis naquele momento, mas a vida empurra-nos para frente. As mudanças então são dificeis de assimilar, mas aconteçem...
Dois dos meus pilares já cairam e todo aquele império por detrás ruíu... já não volta! Afinal o império existia apenas enquanto nós não sabiamos da sua existência.
Quando o Primeiro pilar caiu, eu tremi e tive de me adaptar. A vida nunca mais foi a mesma! É uma marca que eu carrego até morrer. É como uma tatuagem, de início dói e depois acompanha-nos para o resto da vida para que de vez em quando a gente olhe para ela para nos lembrar-mos do que aconteceu.
O Segundo pilar derrubei-o eu!
Nasceu comigo e a partir dos 8 anos começou a crescer comigo. Era uma sustentação imensa da minha parte emocional. Completava a minha existência como ser humano. Começei a aperceber-me que não havia futurao, mas a esperança não morria e ele arrastava-se no tempo...
Não caíu repentinamente... a esperança foi-se acabando... e agora está praticamente todo em ruínas. Eu não o podia alimentar mais, era um caminho sem saída...
E afinal o que são os Pilares?... não são estruturas fisicas. Os pilares da nossa existência são pessoas, as pessoas das nossas vidas.
A agora? Quantos Pilares ainda nos resta segurar e preservar...
Mas há um dia em que vemos que toda aquela base que sempre apoiou a nossa vida afinal ameça ruir e nós ficamos ficamos suspensos no espaço vazio sem base de sustentação. Nesta altura, o que está a aconteçer é a queda normalmente de um pilar... talvez o mais forte! Sentimo-nos frágeis naquele momento, mas a vida empurra-nos para frente. As mudanças então são dificeis de assimilar, mas aconteçem...
Dois dos meus pilares já cairam e todo aquele império por detrás ruíu... já não volta! Afinal o império existia apenas enquanto nós não sabiamos da sua existência.
Quando o Primeiro pilar caiu, eu tremi e tive de me adaptar. A vida nunca mais foi a mesma! É uma marca que eu carrego até morrer. É como uma tatuagem, de início dói e depois acompanha-nos para o resto da vida para que de vez em quando a gente olhe para ela para nos lembrar-mos do que aconteceu.
O Segundo pilar derrubei-o eu!
Nasceu comigo e a partir dos 8 anos começou a crescer comigo. Era uma sustentação imensa da minha parte emocional. Completava a minha existência como ser humano. Começei a aperceber-me que não havia futurao, mas a esperança não morria e ele arrastava-se no tempo...
Não caíu repentinamente... a esperança foi-se acabando... e agora está praticamente todo em ruínas. Eu não o podia alimentar mais, era um caminho sem saída...
E afinal o que são os Pilares?... não são estruturas fisicas. Os pilares da nossa existência são pessoas, as pessoas das nossas vidas.
A agora? Quantos Pilares ainda nos resta segurar e preservar...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O porquê do silêncio...
Quando se está em silêncio... não se fala! Permite-nos falar com nós mesmos, permite ouvir o que se passa em redor. Estamos mais atentos e conscientes do local onde estamo. Temos mais tempo para pensar e reflectir. Muitas das vezes a solução para os nossos problemas é deixar as nossa estrutura mental desmonta-los e reflectirmos. Assim... encontramos a solução que às vezes ninguém nos dá...
Mas o silêncio permite-nos a paz... o sossego... a plenitude interior... ou não! como dizia uma colega minha.
Mas o silêncio permite-nos a paz... o sossego... a plenitude interior... ou não! como dizia uma colega minha.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
HORA DE ALMOÇO
... é hora de almoço numa sexta-feira que podia ser uma de tantas que já passaram. Lá fora chove e o tempo está escuro, como naqueles dia em que parece que o sol nem se vai atrever a aparecer.
Apaguei as luzes e só tenho a luz natural da rua. A divisão está escura, abalada pela claridade do monitor.
Aqui estou eu.. sozinho disfrutando do espaço e do silêncio... a "ver" passar o tempo. Tantas vezes que eu já fiz isto... já lhes perdi a conta, mas continuo a apreciar estes momentos só meus...
Apaguei as luzes e só tenho a luz natural da rua. A divisão está escura, abalada pela claridade do monitor.
Aqui estou eu.. sozinho disfrutando do espaço e do silêncio... a "ver" passar o tempo. Tantas vezes que eu já fiz isto... já lhes perdi a conta, mas continuo a apreciar estes momentos só meus...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O ourtro lado...
E aqui estou eu a ver passar tudo à minha frente como se fosse um espectador atrás de uma barreira oculto. existe um elo quebrado entre mim e a realidade, come se eu estivesse cá para ver os acontecimentos desenrolarem-se. A interacção com a realidade às vezes torna-se assim complicada...
O tempo passa e muda tudo...
O tempo passa e muda tudo...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Sentimento na hora...
... tenho sono... ou será este estado transfronteiriço entre a penumbra e a realidade...
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