Não sei se alguma vez vou conseguir reconstruir o pilar que eu próprio deitei a baixo na minha vida. Perdoem-me voltar ao mesmo… é quase um desabafo. Uma coisa é uma fatalidade que é impossível evitar, outra coisa é sermos obrigados a tomar atitudes drásticas para tentar resolver um problema.
Pelo menos tive tempo para reflectir, mesmo muito tempo. Esta reflexão iniciou-se à medida que eu ia crescendo e tomando consciência da vida e do que me rodeava. A ideia que era preciso fazer algo começou a desenvolver-se à cerca de 14 anos.
Inconscientemente eu sabia que tinha de fazer alguma coisa mas na realidade não queria aceitar a situação… era uma luta que eu não podia ganhar. No entanto a esperança faz-nos arrastar as situações à espera que um “milagre”.
O milagre nunca aconteceu. Como me disse uma pessoa à uns anos: “…era necessário um milagre, mas todos nós sabemos que os milagres não existem!”. A luta da nossa consciência é mais forte que a nossa razão. Eu tinha de ver por mim próprio que o caminho tinha acabado, embora eu continuasse a andar. Nestas alturas eu já andava sem caminho, já andava perdido. No fundo eu nunca andei o caminho da realidade, acabei por construir o meu e agora tive de destruí-lo. Parei e fiquei no meio do nada. É melhor assim, por mais que me custe aceitar a realidade.
Faz este ano 24 anos que a saga começou… tanto tempo… tantas oportunidades. Recrimino-me por nenhuma ter feito nada, quando tinha idade para fazer loucuras… mas é assim!
Este é um tema ainda a ser desenvolvido…
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
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