terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O porquê de "Psicologia do Tempo"

Psicologia do Tempo… o que é isto? Mas que raio de titulo é este para um blog?


Não sei bem. E porque haveria eu de saber… eu não tenho de saber tudo!

Comecemos então pelo fim, que é neste país por onde se começam as coisas.

“Tempo” significa a dimensão aonde nos encontramos e onde nem sequer temos a noção da sua localização. Não se pode definir com exactidão e a maioria nem se apercebe que tudo muda à sua passagem.

“Psicologia” foi apenas a palavra que alguém de psicologia devia encontrar quando pesquisasse no Google, talvez não tenha nada a haver, é apenas uma treta para dar um ar mais intelectual a estes desvaneios. Talvez o mais indicado fosse Filosofia, um tipo de coisa assim bem empírica sem qualquer fundamentação científica!

E para que serve isto afinal?

É melhor dar um exemplo, fazendo o boneco percebe-se melhor.

Já ouviram muita gente de certa idade (idade=tempo) dizer: “…ai se eu voltasse agora a ter 20 anos”. Isto revela agora saudades do tempo que passou contrapondo com a consciência da vida de hoje em dia. de certeza que quando tinha 20 anos não estava desejando ter 20 anos. Simplesmente não tinha consciência do valor desses 20 anos. Não tinha consciência porque era nova e só com o passar do tempo é que adquirimos e compreendemos a realidade à nossa volta.

Pois bem, se que disse isso tiver agora 60 anos, provavelmente aos 80 vais desejar ter outra vez 60. Assim, o ideal é contrapor consciência com idade. Imaginem as possibilidades de sermos jovens e termos a consciência de um velho… de certeza que íamos desbundar mais a vida.

Então do que estamos à espera… se depois de velhos não podemos recuar no tempo, então enquanto somos novos vamos tentar obter a vivência e experiência dos velhos! não é fácil! Enquanto tentamos tal exercício podemos “aprisionar o tempo”. É uma boa ideia, não é? E como se faz isto? Retrata-se o tempo, aprisiona-se em fotografias, filmes, etc. e se possível incluímo-nos nós também para posteriormente alguém confirmar que nós estivemos lá…

Pode parecer uma loucura, uma filosofia porca, mas o facto é que nós não desfrutamos do “nosso tempo”…

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